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quinta-feira, 29 de março de 2012

123 - Rua dos Mártires da Liberdade

Em 7 de Maio de 1829, doze homens Liberais fieis a D. Pedro IV, foram enforcados e decapitados por ordem do tribunal Miguelista, na Praça Nova, actual Praça da Liberdade. Os frades do Convento de S. Francisco Nery ( Onde hoje está uma das dependências da Caixa Geral de Depósitos e que já foi o Banco Nacional Ultramarino, adoçado à Igreja dos Congregados) vendo o espectáculo das suas celas  festejaram-no com Vinho do Porto e Pão de Ló, brindando a D. Miguel e à santa religião... (Texto respigado de um escrito de Germano Silva no Jornal de Notícias de 8 de Maio de 2000)
A Cidade do Porto homenageou estes Mártires, não só guardando os restos mortais num Mausoléu no Cemitério do Prado Repouso mas também em duas toponímias. Uma delas é a Rua dos Mártires da Liberdade.
Que começa no entroncamento da Rua da Conceição e Travessa de Cedofeita e no final da Rua das Oliveiras. Vinda da Praça de Carlos Alberto, iniciava-se aqui a Estrada de Braga, que continuava pela Lapa (Lugar de Germalde), Paranhos (Lugar do Sério) e Amial até aos limites da Cidade, encostada aos terrenos e Palácio dos Viscondes de Balsemão - que já foi dos Serviços de Águas e Saneamentos do Porto (lembra-se a malta do Porto quando os nossos "velhos" diziam que iam pagar a água a Carlos Alberto ?) e também Hospedaria, a do Peixe, e onde viveu algum tempo, pouco, o Rei Carlos Alberto da Sardenha, aquando do seu exílio em Portugal.
Vamos seguir a Rua desde aqui até à Praça da República, onde termina a pouco mais de 300 metros de distância.

Antes da toponímia actual foi no séc. XVII a Estrada de Santo Ovídio, depois Rua Direita de Santo Ovídio, retiraram-lhe a Direita e em 28 de Maio de 1835 a Câmara mudou o nome para 16 de Maio, em homenagem aos Liberais que neste dia em 1828 tentaram restaurar a Carta Liberal. Só em 1860 tomou o nome porque é conhecida. Mas há um pormenor de que me lembro bem. A minha avó só lhe chamava a Rua da Sovela. E não há erro porque a Junta de Freguesia de Santo Ildefonso a refere em 1822. http://www.jf-stildefonso.pt/
  
Logo à entrada de quem vem de Carlos Alberto, à direita, encontramos a lendária Livraria Académica, fundada em 1912 na Rua das Oliveiras e para aqui transferida em 1913, por Joaquim Guedes da Silva. Teve no Sr. Nuno Canavez, seu ex-empregado desde muito jovem, um continuador de mérito. É ponto de encontro da intelectualidade portuense e não só.
Especialmente dedicado aos maluquinhos dos livros e a quem interessar, tomem nota deste link: http://www.livraria-academica.com/


Foto de autor que desconheço
Natural de Mirandela, com uma obra de grande mérito publicada sobre Trás-os-Montes aliada aos grandes catálogos que publica, (presumo ser o único Livreiro-Alfarrabista que o faz, em Portugal), foi Nuno Canavez reconhecido por Mário Soares, creio que posteriormente por Jorge Sampaio também, como Presidentes da República, ao conferirem-lhe comendas honoríficas. Este bem as merece.
Por falar em Trás-os-Montes e Mirandela, permitam-me uma história de vida. Nos tempos em que "desbravava" aquelas terras em trabalho, nos anos 80 do século passado, a Biblioteca Municipal (cujo patrono é o velho General Sarmento Pimentel) tinha sido inaugurada há poucos anos. Passava por lá, conversava com um "rapaz" novo, acabado de licenciar-se - cujo nome esqueci - e que presumo ter sido o Director na altura. Falava-me dos muitos projectos da Cidade, precisava da minha colaboração, mas não havia dinheiro. Aguardava melhores dias. Eu adorava a minha viagem transmontana que normalmente constava do itinerário Chaves, Valpaços, Bragança, Macedo, Mirandela, Régua. Uma vez ou outra também Miranda do Douro, Moncorvo, Vale do Tua. "Batia" tudo que eram Câmaras Municipais, Cooperativas de Produção, Hotéis. Também nessa altura pouco mais havia com quem negociar dentro do meu campo profissional. Muitas recordações de comesainas que me eram oferecidas, grandes amigos por lá fiz e também alguns negócios. 
Já não lembro o ano, mas foi logo na primeira segunda-feira de Janeiro, abalei bem cedo do Porto para Trás-os-Montes. Falava a meteorologia de um temporal que por ali deveria passar. De terra em terra, fui andando à frente dele. Aquela gente chamava-me maluco. Até que em Mirandela, ao meio da tarde, depois de breve troca de cumprimentos com o Doutor antes referido, abalei a caminho de Murça tentando fugir ao temporal. Logo no princípio das famosas curvas fui apanhado por um nevão. Tentei romper, mas numa das curvas para a esquerda, o carro fugiu todo para a berma. Era sempre a descer morro abaixo desse lado. Por sorte ou lá o que fosse, o carro embicou para a direita e bateu num muro, imobilisando-se. Novamente a sorte bateu à porta e um camião que descia a serra, rebocou o velho Golf de regresso a Mirandela. Onde um "endireita" esticou o guarda-lamas e lá regressei ao Porto no dia seguinte. Gente boa, que nem me quis dinheiro pelo trabalho. Por essas e por muitas outras, nunca esquecerei os Transmontanos. 
Essa Biblioteca, tem hoje mais de 30.000 volumes e uma grande contribuição do Senhor Nuno Canavez.   

No largo que aqui se forma, homenageando o grande Alberto Pimentel, cuja história ficará para outra altura, encontramos a Fonte das Oliveiras, assim chamada por primitivamente ter estado naqueles terrenos e construída em 1718. Foi remontada para este local em 1823 e ficou adoçada a um edifício da mesma época, com a fachada recoberta a azulejos. É uma obra barroca muito simples, cujo elemento decorativo é uma concha que envolve um golfinho. Foi restaurada em meados do séc. XX

Encontramos velhos prédios, alguns em bom estado de conservação, outros nem tanto. Nesta rua funcionavam pequenas oficinas de carpintaria, serralharia e também adelos, alfarrabistas, comércios de mobiliário. E umas tasquinhas onde imperavam, além dos "négos" (copo pequeno para servir vinho, muito comum na Cidade do Porto da altura) brancos ou tintos, sempre uns petiscos para acompanhar. É assim que me recordo da rua, pois por ela andei imensas vezes na minha pós-meninice e juventude.

À esquerda encontramos a Rua de S. Carlos, que vai dar ao antigo Largo do Mirante, agora Praça Coronel Pacheco. Outras histórias.

Quási em frente o edifício onde foi instalada em 1912 a Renascença Portuguesa saída da Implantação da República em 1910. Um movimento nacional, com sede no Porto e núcleos em Coimbra e Lisboa, tendo como mentores Jaime Cortesão, Teixeira de Pascoaes, Leonardo Coimbra e Álvaro Pinto.
Manteve como seu órgão principal A Águia, propriedade do grupo entre 1912 e 1932, ano em que a sua publicação cessou. A esta publicação juntou-se, durante alguns anos, o quinzenário A Vida Portuguesa e uma intensa actividade editorial que, em 1918 contava já com 120 volumes publicados, cobrindo temas de literatura, arte, ciência, filosofia e crítica social. Entre os autores editados contam-se Carlos Parreira, o Visconde de Vila-Moura, Teixeira de Pascoaes, Mário Beirão, António Sérgio, Ezequiel de Campos. A partir de 1928 a revista Portucale prosseguiu o espírito de A Águia.

No periódico A Águia, transformado no órgão central do movimento, colaboraram, para além dos fundadores, Mário Beirão, António Correia de Oliveira, Afonso Lopes Vieira, Fernando Pessoa e Mário de Sá Carneiro, tendo estes dois saído para fundar o movimento Orpheu. Outros se seguiram para fundar a Seara Nova.
Textos pesquisados em http://purl.pt/12152

Edifícios que outrora seriam belos, agora mal conservados


Uma bonita fachada em madeira, de uma loja antiga agora transformado em Bar.

Pormenor de uma linda fachada

Logo a seguir à esquina da Rua dos Bragas, em homenagem aos antigos donos dos terrenos, fica a casa onde nasceu o Doutor Ricardo Jorge.

Médico, Professor Universitário e Escritor, Ricardo Jorge (1858/1939) frequentou com brilhantismo a Escola Médico-Cirúrgica do Porto de 1874 a 1879, tendo concluído, aos 21 anos de idade, a licenciatura em Medicina com a "dissertação inaugural" Um Ensaio sobre o Nervosismo. Após umas viagens de estudo ao estrangeiro, regressou a Portugal e deu início a um curso de Anatomia dos Centros Nervosos e criou o pioneiro laboratório de microscopia e fisiologia do Porto. Dedicou-se à Saúde Pública e também à Hidroterapia, tendo publicado vários estudos e especialmente sobre as Caldas do Gerês.
A convite da Câmara Municipal do Porto, em 1892, com quem já tinha colaborado sobre questões de Higiene Pública, dirigiu os Serviços Municipais de Saúde e Higiene da Cidade do Porto e chefiou o Laboratório Municipal de Bacteriologia. No âmbito destas actividades publicou a série do respectivo Anuário e um Boletim Mensal de Estatística Sanitária do Porto, que fizeram dele o introdutor da moderna estatística demográfica em Portugal.
Abandonou a Cidade do Porto em 1899, aquando da Peste Bubónica, descontente com a população, violenta e instigada por forças políticas contra a sua orientação pelas medidas profiláticas que tentou implementar.
Em Lisboa desenvolveu intensa actividade criando organismos de estudo, presidindo a instituições e representando Portugal em conferencias no estrangeiro. Fundou o que hoje se chama o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge.
Estudou figuras célebres, nacionais e estrangeiras, foi amigo de Camilo Castelo Branco e diz-se ter sido o responsável nos anos 20 da proibição da Coca-Cola em Portugal  que só 50 anos depois foi levantada, tendo alegadamente ordenado a sua apreensão e destruição depois de tomar conhecimento do slogan publicitário da bebida criado por Fernando Pessoa "Primeiro estranha-se, depois entranha-se". A história foi contada por Luís Pedro Moutinho de Almeida, filho do então representante da Coca-Cola em Portugal, no JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias (Lisboa, 16 de Março de 1982).
Textos recolhidos na Wikipédia, numa das suas Biografias publicadas e em
Quási no final da Rua, encontra-se a sede da então denominada Associação dos Albergues Nocturnos do Porto, instituição criada por iniciativa do Rei D. Luíz I em 1881.
Desde então é uma porta aberta, todos os dias do ano, ao serviço dos sem-abrigo, daqueles que por uma razão ou por outra se aninharam na faixa da marginalidade e dormem embrulhados na solidão.
É um espaço físico polivalente onde se procura despertar nos utentes o interesse pelo trabalho, desenvolvendo a sua criatividade ou apenas as suas técnicas manuais ou corporais.
Mais do que isso procura-se através de várias actividades como a pintura, a escultura, a escrita, a leitura, a dança ou a música, fazer ressurgir atitudes, valores e capacidades laborais que levem a uma futura e consistente integração na sociedade, na família e no meio profissional.
Os Albergues possuem outras instalações em Campanhã, na Rua de Miraflor.
Aqui em Mártires da Liberdade funciona um loja onde vendem a baixos preços artigos ofertados. Mas necessitam de outras dádivas, especialmente artigos de higiene e alguns bens alimentares, especialmente conservas.
Ver o site http://www.alberguesporto.com/

E chegamos à Praça da República e ao Jardim de João Chagas sobre o qual já escrevinhei umas notas anteriormente...
É o lugar de Germalde, ou da Lapa como hoje é conhecido. Permitam-me os meus amigos, visitantes e leitores, recordar-lhes que comecei pelo meio da famosa Estrada de Braga (Paranhos e Amial, Antero de Quental e Monte de Germalde) e  agora no seu quási princípio. Pois falta-me do Amial até à Circunvalação, o seu términus. E a Rua das Oliveirinhas e Praça de Carlos Alberto, o seu começo. Talvez fiquem para Histórias (ou Estórias, como diria o saudoso Carlos Pinhão ?) futuras, embora a Praça de Carlos Alberto já tenha sido referida por mim muitas vezes. 

16 comentários:

  1. eh pa , recuei ate aos meus 14 anos , idade em que comecei a trabalhar precisamente ( e estudar ao mesmo tempo) na rua dos martires da liberdade , nos antigos armazens das ediçoes ASA do falecido Americo Areal, é com bastante pena que vejo o estado de degradaçao em que muitas das casas dessa rua estao, na esquina da travessa de cedofeita havia uma pastelaria aonde adorava ir , no mesmo tambem na esquina com a rua dos bragas, emais adiante antes de chegar a praça da republica havia um tasquinho onde eu adorava pelas bifanas que la faziam, bons tempos que nao voltam mais , mas que mais uma vez serviu para mostrar aos meus filhos coisas do pais do pai e ao mesmo tempo mostrar-lhes o quanto previligiados sao hoje sem ter necessidades de algum modo, amigo jorge , é mesmo com uma lagrima no canto do olho que lhe digo ; OBRIGADO !!!!

    JOAO PEDRO

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    1. Caro amigo João
      Vês, e não é que esqueci mesmo a ASA ? eu trabalhei nos Artistas Reunidos e ía muitas vezes ao Polónio Basto ali a S. Carlos.
      Posteriormente dei-me muito bem com o Américo Augusto, o filho gago e nada com a filha, a Zita.
      Velho tempos, caro João.
      E ser gráfico nunca esquece.
      Um abraço do
      Jorge

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  2. Caro Jorge
    Pregas cada susto ao povo. E se perdesses este valioso trabalho que fazes com tanto carinho e dedicação?
    Abraço.
    Carlos

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    1. Carlos, nem me fales, foi um susto grande. Mais de 6 horas de agonia. Não entendo como estas coisas acontecem. Mas já passou.
      E o pior é que não sei como guardar estas coisas.
      Obrigado pelo apoio que deste.
      Um abraço

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    1. Obrigado Cacau.
      A Cidade está aqui. Vamos descobri-la
      Bjos

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  4. Como é possível teres passado toda a Rua Mártires da Liberdade a pente fino e não haver uma única referência a uma das melhores fábricas de pastelaria da cidade do Porto? Não há perdão possível. Não é porque a CONFEITARIA PRIMAR fosse do meus tios e eu lá tivesse trabalhado que era uma das poucas e das melhores que fabrico tinha, não, mas era de verdade. A fábrica era nessa rua no nº 145 (agora chama-se ML), com um balcão e algumas mesas, (o pessoal do Polónio Basto ia lá tomar café) e a sede era, (ainda é, embora modificada) no Carmo, frente ás igrejas, com um salão de chá, aonde as madames iam tomar chá frio, ou chá de parreira e os estudantes da universidade estudar a anatomia das estudantes.
    Apesar da falha (grave!) obrigado por me lembrares que também por lá patrulhei, a minha costela de guloso vem desses atentados a golpe de mão.
    Um abraço
    cumprim/jteix

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    1. Caro jteix.45, camarada e grande amigo. Como posso lembrar-me de tudo ? Mas lá está, se gostasses de caminhar, três sabem mais que dois. Mas já te disse, que um dia vamos fazer um roteiro por todas as casas onde moraste, por todas as escolas que frequentaste, todas as tascas, pastelarias, e afins em que gastaste os fundilhos das calças, etc.E quando prometo, se a coisa merece, cumpro.
      Um abraço

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    2. Primeiro tenho que arranjar uns sapatos de dar corda e depois ganhar coragem para te acompanhar nesse périplo, porque já que não és político tens que cumprir o que prometes.
      Um abraço camarada amigo
      cumprim/jteix

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  5. Foi aqui nesta rua, que me iniciei no trabalho.
    Móveis Bento, 1962.
    AB,
    Quelhas

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    1. Era a loja do meu querido avô. Saudades...

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  6. Mais um lindo passeio por sua linda cidade do Porto.
    Obrigada por mais esse passeio , meu amigo.
    Espero o próximo
    Abraços
    Glorinha

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  7. Por acaso alguém teria qualquer informação sobre a casa onde teriam vivido Ludgero José Villet e Roza Adelaide de Burgos Villet, nesta rua dos Mártires da Liberdade, antiga 16 de maio, por volta de 1850?

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  8. Encontrei este blog há pouco tempo e reconheci uma das casas, a com a fachada em cantaria e o pequeno painel em cima da porta. Faz parte de um projeto de restauro que se iniciará em breve, para mais tarde albergar as nossas investigações no campo das artes plásticas. Se tiver algum interesse convido-o a visitar o nosso blog, onde divulgamos a evolução do projeto.
    Continuação de um bom trabalho.

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  9. O jardim da Praça da República não é João Chagas, mas sim Teófilo Braga.

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  10. Acabo de encontrar o blog e gostaria de acrescentar que a Rua Mártires da Liberdade foi outrora Rua da Sovela. Minha família materna aí viveu até 1880. A casa que habitavam é a hoje ocupada pelo Albergue.Eram conhecidos na sociedade do Porto pelos Guimarães da Sovela. A casa foi vendida e 1906 quando chegou ás mãos de minha avó em mau estado de conservação (resultado da administração de tutores de menores). As restantes propriedades existentes na mesma Rua e as das Rua dos Bragas que advinham dos Correia Alves Guimarães foram vendidas em 1928/29. Parte delas eram foreiras a Casa dos Condes de Resende
    E.da C.S.

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